sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Epistemologia de Lakatos


O termo epistemologia se refere ao estudo sobre a produção do conhecimento. Quando se menciona, no entanto, a epistemologia das ciências, se está abordando os pensadores que se preocuparam em investigar como se constrói um conhecimento de natureza científica.
Irme Lakatos nasceu no ano de 1922 na Hungria, e concluiu seu doutorado em 1958. Atuou como filósofo das ciências e da matemática. Assim como Popper, foi também professor das disciplinas como Lógica e Metodologia Científica por vários anos. Faleceu em 1974. Entre os seus temas centrais, pode-se citar o programa de investigação, o núcleo central, heurísticas negativa e positiva e o cinturão protetor.

Buscar-se-á propor um breve resumo sobre os principais conceitos em Lakatos, através dos itens abaixo:

  • Teorias científicas devem ter indicações de o que fazer e o que não fazer, o que Lakatos denomina de programa de pesquisa.
  • A forma pela qual a ciência avança é com a estruturação das teorias.
  • Um programa de pesquisa deve sempre respeitar os pressupostos teóricos que desencadeiam a pesquisa, pressupostos básicos (núcleo comum).
  • De acordo com a heurística negativa, não se pode modificar os pressupostos teóricos.
  • De acordo com a heurística positiva, haverá sempre um cinturão protetor: conhecimento prévio e intencionalidade.
  • Lakatos traz pela primeira vez o conceito de programa de pesquisa.
  • A heurística positiva mostra também o que conservar, a negativa mostra também o que não contestar.
  • O programa de pesquisa poderá ser progressivo, quando produzir resultados, ou degenerativo, quando deixar de produzir.
  • Quando um pesquisador modificar o núcleo central acabará por se afastar do programa de pesquisa.
  • O programa de pesquisa pode ser entendido como um projeto que deve ser definido e passível a pesquisas futuras.
  • Modificações ou adições ao cinturão protetor devem sempre ser comprovadas de forma independente.
  • Ficam assim excluídas hipóteses ad hoc, as que são comprovadas de forma independente.
  • Da mesma forma ficam excluídas manobras que vão contra o núcleo central.
  • Um programa de pesquisa deve ser avaliado pela medida em que progride ou se degenera.
  • Jamais se pode afirmar que um dado programa é melhor do que outro.
  • A heurística positiva mostra como desenvolver o cinturão protetor, a negativa restringe-se ao que não se deve fazer.
  • É preciso oferecer chances ao programa de pesquisa quando este não está funcionando, e não abandoná-lo, conforme propusera Popper em relação às teorias.
  • As conformações são sempre mais importantes do que as refutações, uma vez mais Lakatos sendo anti-popperiano.


Referências:


MOREIRA, Marco Antônio; MASSONI, Neusa Teresinha; Epistemologias do Século XX, EPU, São Paulo, 2011.

Fonte:

Epistemologia de Kuhn


O termo epistemologia se refere ao estudo sobre a produção do conhecimento. Quando se menciona, no entanto, a epistemologia das ciências, se está abordando os pensadores que se preocuparam em investigar como se constrói um conhecimento de natureza científica. Dentre eles, merece importante destaque Lakatos.
Thomas Kuhn nasceu em 1922 em Ohio, e fez doutorado em Harward, onde mais tarde também lecionou. Logo mudou seu interesse da Física para a Filosofia da Ciência. Morreu em 1996. Entre seus conceitos principais, pode-se citar o paradigma, a ciência normal, a revolução científica e a incomensurabilidade.

Buscar-se-á propor um breve resumo sobre os principais conceitos em Kuhn, através dos itens abaixo:

  • Inicialmente, pode-se mencionar a impossibilidade de discutir a epistemologia sem citar o nome de Kuhn.
  • Em um determinado momento, denominado por Kuhn de pré-ciência, cada um faz o que bem entende. Mas para se ter uma ciência estruturada, esta tem de possuir um único paradigma.
  • No entanto, um único paradigma possui espaço para vários programas de pesquisa.
  • Um paradigma nada mais é do que uma forma de se fazer ciência, quando se está referindo-se à ciência normal.
  • Um paradigma pode gerar crises, quando começa a ter problemas no enfrentamento de dados observacionais ou experimentais.
  • Uma revolução científica é uma mudança de paradigma, a qual irá produzir uma nova ciência normal.
  • Uma crítica ao pensamento de Kuhn está no fato de que poucas são de fato as revoluções na história das ciências. Na maioria das vezes a ciência evolui mais por evolução do que por revolução.
  • Conceitos incomensuráveis não são incompatíveis, mas apresentam uma linguagem distinta.
  • Kuhn chama problemas clássicos de problemas exemplares. Determinados assuntos não apresentam a necessidade de descobrimento, ou seja, são clássicos.
  • O progresso científico, de acordo com Kuhn, apresenta sempre um caráter revolucionário. Concentra-se na substituição de uma estrutura teórica por outra incomensurável.
  • Um paradigma sempre é constituído de pressupostos teóricos e de uma determinada forma de aplicação destes.
  • No entanto, para ser considerada ciência madura, esta tem de ser constituída por um único paradigma.
  • O paradigma coordena e dirige um fato na resolução de problemas.
  • Um paradigma pode apresentar respostas e possuir algumas anomalias, sem a necessidade imediata de abandoná-lo.
  • A ciência, de acordo com Kuhn, apresenta também um critério de demarcação: a existência de um único paradigma capaz de apoiar a tradição da ciência normal. Este paradigma deve estar sempre ligado a embasamentos experimentais.


Referências:

MOREIRA, Marco Antônio; MASSONI, Neusa Teresinha; Epistemologias do Século XX, EPU, São Paulo, 2011.

Fonte:

http://www.infoescola.com/ciencias/epistemologia-de-kuhn/

Epistemologia de Popper

Por André Luis Silva da Silva
O termo epistemologia se refere ao estudo sobre a produção do conhecimento. Quando se menciona, no entanto, a epistemologia das ciências, se está abordando os pensadores que se preocuparam em investigar como se constrói um conhecimento de natureza científica. Dentre eles, merece importante destaque Lakatos.
Thomas Kuhn nasceu em 1922 em Ohio, e fez doutorado em Harward, onde mais tarde também lecionou. Logo mudou seu interesse da Física para a Filosofia da Ciência. Morreu em 1996. Entre seus conceitos principais, pode-se citar o paradigma, a ciência normal, a revolução científica e a incomensurabilidade.

Buscar-se-á propor um breve resumo sobre os principais conceitos em Kuhn, através dos itens abaixo:

  • Inicialmente, pode-se mencionar a impossibilidade de discutir a epistemologia sem citar o nome de Kuhn.
  • Em um determinado momento, denominado por Kuhn de pré-ciência, cada um faz o que bem entende. Mas para se ter uma ciência estruturada, esta tem de possuir um único paradigma.
  • No entanto, um único paradigma possui espaço para vários programas de pesquisa.
  • Um paradigma nada mais é do que uma forma de se fazer ciência, quando se está referindo-se à ciência normal.
  • Um paradigma pode gerar crises, quando começa a ter problemas no enfrentamento de dados observacionais ou experimentais.
  • Uma revolução científica é uma mudança de paradigma, a qual irá produzir uma nova ciência normal.
  • Uma crítica ao pensamento de Kuhn está no fato de que poucas são de fato as revoluções na história das ciências. Na maioria das vezes a ciência evolui mais por evolução do que por revolução.
  • Conceitos incomensuráveis não são incompatíveis, mas apresentam uma linguagem distinta.
  • Kuhn chama problemas clássicos de problemas exemplares. Determinados assuntos não apresentam a necessidade de descobrimento, ou seja, são clássicos.
  • O progresso científico, de acordo com Kuhn, apresenta sempre um caráter revolucionário. Concentra-se na substituição de uma estrutura teórica por outra incomensurável.
  • Um paradigma sempre é constituído de pressupostos teóricos e de uma determinada forma de aplicação destes.
  • No entanto, para ser considerada ciência madura, esta tem de ser constituída por um único paradigma.
  • O paradigma coordena e dirige um fato na resolução de problemas.
  • Um paradigma pode apresentar respostas e possuir algumas anomalias, sem a necessidade imediata de abandoná-lo.
  • A ciência, de acordo com Kuhn, apresenta também um critério de demarcação: a existência de um único paradigma capaz de apoiar a tradição da ciência normal. Este paradigma deve estar sempre ligado a embasamentos experimentais.


Referências:


MOREIRA, Marco Antônio; MASSONI, Neusa Teresinha; Epistemologias do Século XX, EPU, São Paulo, 2011.

Fonte: